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Sabia que o matiff, muito apreciado no antigo Egipto, também acompanhou os Sumérios e mais tarde os Assírios? Os Fenícios introduziram-no na Europa, mais concretamente na Grã-Bretanha, onde seduziu a nobreza. Muito antes da era cristã, dois cães excepcionais impuseram-se ao Homem: o galgo pela sua velocidade e o dogue pela sua força. Ambos lhes foram indispensáveis na caça para acossarem a presa e a matarem. Tanto Egípcios como Assírios representaram o dogue em baixos-relevos e, considerando o tamanho actual do mastiff, seguramente não exageraram nada a sua força. O mastim do Tibete, a par do molosso grego, de terrível reputação, foi também um dos férteis progenitores desta raça extraordinária. O seu tamanho excepcional faz dele um guarda ideal, capaz de tranquilizar e defender toda a família. Com um colosso destes no jardim, ninguém ousará entrar. Num passado não muito remoto, parecia que ao mastiff restavam poucos anos de vida. Escassos exemplares, doenças, desvalorizado pelas mudanças sociais, parecia que já não servia para nada. Tinham caído no esquecimento a sua glória de grande caçador e as suas proezas como gladiador. Mas felizmente, depois da guerra, recuperou tanto a sua reputação como a saúde, e hoje o nosso amigo voltou ao que era outrora. Forte, característica expressa pelo seu enorme tamanho, e de carácter sereno e plácido, é tão incrivelmente pacífico como só os gigantes sabem sê-lo. Guarda do lar e da propriedade, não precisa de fazer nenhum gesto para inspirar temor, pois só uma olhadela à sua massa muscular basta para dissuadir qualquer malfeitor. Com as crianças torna-se um brinquedo e é encantador o espectáculo dos diabretes proporcionados por esse enorme peluche que lhes aguenta tudo, mas verdadeiramente tudo. Até aceita sem refilar que lhe puxem pelas orelhas. A sua paciência com estes deliciosos donos em miniatura não tem limites e nunca lhes fará o menor dano. Peso: 75 a 100 kg (macho); 60 a 80 kg (fêmea). Fonte:Planeta de Agostini
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Sabia que o dogue alemão ou ] grand danois descende dos pesados molossos medievais? O nome dogue alemão suscitou acesas polémicas, mas por fim foi aceite, recompensando o trabalho dos criadores germânicos. No princípio da nossa era, os Alanos, povo de ferozes guerreiros oriundo da Ásia Menor, foram expulsos das suas terras a Oriente pelos Unos, avançando então em direcção à Europa, onde se instalaram. Faziam-se acompanhar de sólidos molossos que receberam o nome de alanos ou alões. Estes animais são frequentemente apontados como sendo os antepassados do dogue alemão. Por que misteriosa metamorfose o molosso medieval se tornou o nobre e distinto dogue alemão? A hipótese mais aceite sugere que a mistura de sangue do galgo foi decisiva no apuramento do grand danois. A união da força do alão à elegância daquele constituirão, pois, o segredo da beleza e majestade do dogue alemão. Com o correr dos séculos, numerosos criadores trabalharam na evolução da raça. Na Alemanha e em menor grau na Grã-Bretanha existiam muitos tipos de dogues, designados por difewrentes nomes, cujas características se iam aproximando aos poucos das do cão actual, cujo antepassado mais próximo procede da pequena cidade de Ulm, no Würtemberg germânico. Dogue alemão ou grand danois? No século XIX, os cinólogos começaram a procurar uma designação oficial para aqueles grandes dogues de aspecto aristrocático, o que suscitou uma acesa polémica, pois havia vários países a reivindicar a sua “paternidade”. Em 1877, uma associação de criadores da região de Berlim decidiu impor o nome de dogue alemão ao dogue de Ulm e seus semelhantes. Esta denominação não agradou a todos, mas depois de várias recusas o dinamismo e motivação dos criadores alemães impuseram-se. Dogue alemão passou a denominar a raça, embora se continue a usar a de grand danois. Este Hércules de expressão terna é um animal impressionante. Os acidentes causados por estes cães são raros e podem dever-se a três causas: o dono adquiriu um cachorro procedente de progenitores pouco fiáveis, a um criador amador (adquiridode um profissional este tipo de risco é nulo); o dono não educou o seu cão como deve ser (o dogue alemão não é difícil de educar, apenas exige uma boa dose de firmeza e muito afecto); finalmente, um estranho ameaçou directamente o proprietário do cão ou um membro da família. Em relação a outros cães, é um colosso pacífico, pouco dado a responder às agressões dos seus congéneres. No entanto, se lhe parecer que outro cão importuna os donos, pode arreganhar os dentes e perder a sua reserva habitual. A relação entre um dogue alemão bem educado e as crianças é excelente. Adora os seus pequenos donos e se, porventura, os garotos puserem à prova a sua paciência, afasta-se prudente e discretamente, regressando um pouco mais tarde. Embora tenha um carácter reservado, o dogue alemão é senhor de um potencial de defesa fora do comum. Apesar do seu tamanho, o dogue alemão não é muito exigente em termos de alojamento. O que lhe importa é viver em companhia do dono. Evidentemente, tem tendência a desenvolver-se melhor numa grande vivenda do que num apartamento, embora possa viver perfeitamente num prédio de apartamentos, desde que não seja deixado aí durante longos períodos de tempo e lhe seja proporcionado longos passeios para exercitar a sua poderosa musculatura. Peso: 60 a 80 kg Altura ao garrote: 80cm no macho e 72cm na fêmea Fonte:Planeta de Agostini
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Sabia que, com base em escavações arqueológicas, o montanha-dos-pirinéus já fazia parte da vida quotidiana dos homens que habitavam nos cumes dos Pirinéus na Idade do Bronze? Como a maioria dos grandes cães de montanha, descende provavelmente do mítico dogue do Tibete. Verificou-se que estes cães se espalharam por todo o mundo muito antes da Era Cristã, dispersando-se por todas as regiões difíceis e escarpadas. As suas grandes qualidades foram rapidamente aproveitadas pelos habitantes dos Pirinéus, que lhe deram por missão a guarda dos rebanhos de carneiros e das casas isoladas. Numerosos testemunhos datados da Idade Média apresentam o “patou” (como lhe chamavam carinhosamente na vertente francesa dos Pirinéus) como o inimigo dos linces, dos lobos e dos salteadores. Sob um aspecto tranquilo de peluche ensonado, o montanha-dos-pirinéus esconde um sentido de vigilância notável. É muito tranquilo mas também é um cão de pastor nato. Quando percebe um ruído suspeito, troca o seu aparente aspecto bonacheirão por um ar de superguarda. Então, a sua força, energia e coragem lendária transformam-no no terror de malfeitores de todo o tipo. Ao menor alerta, faz ressoar a sua voz rouca e profunda. O montanha-dos-pirinéus nem sempre mantém relações cordiais com os seus congéneres. De facto, tem a reputação de ser bastante agressivo com pastores alemães ou qualquer tipo de cão cujo aspecto lhe lembre o do lobo, despertando-lhe os seus instintos ancestrais. de guarda de rebanhos. O montanha-dos-pirinéus comporta-se como um companheiro adorável com os seus pequenos donos, as crianças, sendo meigo e afectuoso com elas. O montanha-dos-pirinéus é o protótipo do cão “natural”. A vida num apartamento é-lhe inadequada. Claro que é afectuoso e sensível ao ambiente do lar, mas na realidade prefere os grandes espaços abertos. Um jardim grande permitir-lhe-á não se sentir enclausurado, mas, apesar de tudo, desejará dar grandes passeios ao ar livre. Tamanho: 70 a 80 cm de altura ao garrote (macho); 65 a 72 cm (fêmea) Peso: 60 kg (macho); 45kg (fêmea). Fonte:Planeta de Agostini  
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Sabia que os primeiros dobermann surgiram na Alemanha em 1885 na pequena cidade de Apolda? Entre os seus antecessores podem estar o pinscher, o dogue alemão, o pastor de Beauce, o rottweiller... O “pai” deste gigante foi Friedrich Ludwig Dobermann, empregado municipal de Apolda, na Alemanha, no século XIX, que estava encarregado de recolher os cães abandonados para os levar para o canil e que também estava incumbido de cobrar coimas diversas. Como Ludwig Dobermann se deslocava sozinho a cavalo pela região da Turíngia, teve necessidade de se fazer acompanhar por cães capazes de o defender em caso de perigo. Ao cruzar cães que julgava dignos de levar a cabo essa missão, Dobermann conseguiu “fabricar” o cão que hoje tem o seu nome. O tipo obtido depressa seduziu os cinófilos da região, depois todos os alemães, os europeus e, por fim, os americanos. Os alemães aperfeiçoaram o trabalho de Ludwig Dobermann, realizando um importante processo de selecção de que resultou o cão que hoje conhecemos. Vários exércitos têm utilizado o dobermann. Entre os seis mil cães-soldados formados pelo exército alemão no princípio da guerra de 1914-1918, os dobermanns eram tão numerosos como os pastores alemães. Mas durante a Segunda Guerra Mundial, foram os soldados americanos quem mais o utilizou. A imagem de feroz guarda, de cão-polícia, está intimamente ligada a ele. É certo que se um irresponsável o provocar, ele atacará e morderá com força. Mas com o seu amado dono e com aqueles a quem deu a sua confiança (que são poucos), mostra-se muito fiel e afectuoso. Na época, existia uma acesa competição entre as raças germânicas. Pastor Alemão, boxer, rottweiler, dobermann, todos competiam pelo título de melhor cão de guarda e de defesa. Era por isso que aos defensores do dobermann interessava exagerar certos traços do seu carácter e destacar a sua famosa paixão pelo triunfo. Esta imagem só parcialmente corresponde à realidade actual. O dobermann foi, e continua a ser, um ajudante indispensável do exército, da polícia e dos serviços de fronteiras, mas não é um cão temível... se o dono souber dirigi-lo com firmeza. Convenientemente treinado e tratado com afecto, ele revelará numerosas qualidades. Com as crianças, ninguém diria, é de uma mansidão extraordinária. Guia o bébé quando ele aprende a andar, brinca com os mais crescidos e defende-os contra tudo. Deixar um dobermann preso, fechado num canil ou “condenado” em exclusivo à vigilância de um armazém, é uma violência. O dobermann não é nenhuma máquina de vigiar, precisa da companhia do dono e de viver em liberdade como os outros canídeos. Também não deve ser fechado num apartamento. Enfim, por amor ao dono, ele lá se habituará, mas o ideal é ser-lhe proporcionado um espaço exterior como um jardim amplo. A sua maior felicidade continuará a ser montar guarda, de olhos postos na rua. Fonte:Planeta de Agostini
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Sabia que o simpático são-bernardo descende dos temíveis mastins que surgiram na Assíria há dois mil e quinhentos anos? De facto, o são-bernardo pertence à raça dos molossos, cães guerreiros que foram adoptados sucessivamente pelos exércitos grego e romano. Quando as hostes de César atravessaram os Alpes em direcção à Helvécia, levavam consigo um número considerável desses ferozes mastins, que se aclimataram muito bem às árduas condições de vida das montanhas e que, pouco e pouco, se foram disseminando pela Suiça. Ao longo dos séculos, o clima e o isolamento de alguns vales alpinos favoreceram o desenvolvimento de um animal resistente e de raça muito apurada. Por volta do ano 1000, um eclesiástico chamado Bernard de Menton (o futuro São Bernardo) criou dois albergues nos desfiladeiros alpinos. Esses estabelecimentos assistiam e alojavam os viajantes perdidos ou ameaçados por bandidos. Os monges rapidamente se forneceram de cães de grande tamanho para se protegerem. Utilizados a partir do século XVIII, os cães dos albergues depressa adquiriram uma grande fama internacional. No entanto, degenerados por problemas de consanguinidade, estiveram quase a extinguir-se. Então, os monges decidiram cruzar um dos reprodutores que lhes restava com uma cadela terranova, seleccionando entre os cachorros da ninhada os exemplares de pêlo curto. Assim salvara a raça e a fortaleceram. Antes da exposição canina de 1862, em Birmingham, os cães de salvamento da hospedaria não tinham nome. Foi um criador, Henri Shumacher, quem impulsionou a oficialização do nome São Bernardo, que foi aprovado em 1880. Como a maioria dos molossos, é meigo e ponderado. A sua bondade natural valeu-lhe por vezes a reputação de ser um “papa-açorda” um tanto mandrião. Esta apressada análise está muito longe da realidade. O são-bernardo é um cão de carácter enérgico, inteligente e voluntarioso. Também é muito afectuoso e muito apegado aos donos. Ocupa um lugar importante na família, em especial em relação às crianças, que adora. Pacífico e equilibrado, o são-bernardo possui uma consciência muito forte do seu território. De facto, os seus antepassados eram utilizados como valentes cães de guarda. Por esta razão, conserva intactos os seus instintos de outrora. O são-bernardo adapta-se muito mal à vida num apartamento. Precisa de um espaço vital à medida do seu tamanho. Gosta de ar puro e de vastos horizontes. Pelo contrário, não é muito entusiasta dos passeios. Claro que gosta de ir ao lado dos donos, mas também adora passar o tempo sem fazer nada. Altura ao garrote: 70 cm (macho); 65 cm (fêmea) Peso: 60 a 90 kg Fonte:Planeta de Agostini
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Sabia que a origem da raça boxer é bastante recente? foi criada nos fins do século XIX. É possível que o boxer descenda de cães de combate do tipo molosso. Hoje é o rival directo do Pastor Alemão em todos os países ocidentais e em todos os meios sociais. Nos tempos antigos e durante a Idade Média, há notícias de cães poderosamente constituídos, os molossos, que eram utilizados na guerra. Em toda a Europa estabeleceram-se diferentes tipos de molossos. Na Alemanha apareceu o bullenbeisser, o antecessor do boxer actual. Na segunda metade do século XIX, o bullenbeisser passou as fronteiras e instalou-se nos Países Baixos, Bélgica e no leste da França. Exixtiam exemplares de grande tamanho e de pequeno tamanho. Em 1877, dois criadores louvaram os seus méritos nos seguintes termos: “É um cão imponente, forte e responsável. É o cão mais inteligente da raça dos dogues”. O boxer actual surgiu uns dez anos mais tarde através do cruzamento do bullenbeisser com o buldogue inglês. De onde vem o nome do boxer? Parece que este termo está relacionado com a seita chinesa I-Ho T’uan, que no princípio do século XX se sublevou contra a presença ocidental na China e que foi apodada “boxer” pelo seu carácter reivindicativo. Parecia que este cão era da mesma índole que a seita, ou seja: valente,abnegado e fiel, qualidades que impressionaram os europeus. O boxer é um dos melhores cães com os quais o homem pode contar. É valente e muito fogoso, cordial, alegre, sincero e excelente guarda. Está sempre disposto a tudo pelo dono, até dar a vida. Apesar do seu aspecto duro, nunca se comporta de maneira ameaçadora para com os seus e está sempre disposto a brincar. O boxer não pertence ao tipo de cão que aceita ficar preso. É incapaz de permanecer no mesmo sítio durante todo o dia. Se o deixarem preso, fica nervoso e aborrece-se, chegando mesmo a ser violento. Se o impedirem de gastar energias todos os dias, torna-se um feixe de nervos. Para ter um animal equilibrado, é absolutamente necessário que faça exercício e que o deixem desafogar-se a fundo. Altura: 57 a 63 cm o macho; 53 a 59 cm a fêmea Peso: 25 a 30 Kg Fonte:Planeta de Agostini (excertos)
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Sabia que o Rottweiler, cão do tipo molosso, também é chamado “cão de boieiro alemão”? Este nome está ligado à sua história: antigamente, o Rottweiler era um aliado indispensável na guarda das manadas de vacas. Segundo parece, este cão descende da famosa raça dos dogues do Tibete descritos por Marco Polo no século XIII, aquando das suas viagens pela China. Estes molossos, verdadeiros cães de guerra, guardavam os campos na antiga Roma. Provinham, segundo parece, da Germânia e acompanharam as legiões romanas durante a expansão do império. Assim chegaram a Rottweil, uma importante guarnição situada em Wurtemberg. Aqui, sucessivos cruzamentos com cães locais originaram a raça tal como a conhecemos hoje, vindo, assim, a tomar o nome daquela cidade. No século XVII, a cidade de Rottweil fervilhava de mercadores procedentes de toda a Europa. Entre eles havia comerciantes de gado e carniceiros. Quando se aperceberam de que o Rottweiler era um animal inteligente, forte e astuto, começaram a utilizá-lo como animal de trabalho. Então, o Rottweiler tornou-se um ajudante perfeito para conduzir as manadas de bovinos, protegendo também o dono dos maus encontros, pois as deslocações, nessa época, eram muito arriscadas. Para se defenderem dos roubos, os comerciantes tiveram uma ideia magnífica: metiam o dinheiro numa bolsa de couro e penduravam-na ao pescoço do cão. Em 1900, foi proibido por lei o transporte de gado por estrada e o Rottweiler deixou de ser útil. Os amantes destes cães mobilizaram-se, tendo sido criado um clube da raça. Mais tarde, em 1904, estipulou-se um estalão. Mas o impulso decisivo teve lugar a partir de 1910, quando se viu que este dogue podia ser treinado para fins policiais ou militares. O Rottweiler está hoje em terceiro lugar nos EUA. Na Europa, onde foi descoberto em 1970, o interesse por ele tem aumentado de maneira lenta, mas firme. Cão de guarda intrépido e eficaz, o Rottweiler pode mostrar-se muito disciplinado se tiver um dono autoritário que goste de o treinar. É afectuoso com as crianças, mas cuidado!, muito feroz com os estranhos. Se se sente ameaçado, o Rottweiler põe imediatamente o seu sistema de defesa em marcha, pois tem um instinto de combate e um sentido de protecção extremamente desenvolvidos. Equilibrado, o Rottweiler nunca ladra sem razão. Fiel ao dono, muito apegado ao lar e aos seus costumes, pode converter-se num companheiro muito agradável se for bem dirigido. Presentemente, este cão molosso está muito na moda. Vê-se cada vez mais, sobretudo nas ruas das cidades e na periferia. Seja pelo prazer de passear à trela um cão impressionante, seja pela crescente necessidade de segurança, o seu número cresce constantemente. Tem muito êxito na Europa, mas também nos EUA, na África Austral e no Japão. Tamanho: 60 a 68cm o macho; 55 a 63cm a fêmea Peso: de 42 a 50kg Duração média de vida: 13 anos Fonte:Planeta de Agostini (excertos)
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Sabia que, há muitos milhares de anos, o basenji era o companheiro preferido dos Pigmeus? Este atleta de olhar penetrante é originário da África negra e viveu no Egipto no tempo dos faraós. Percorreu um longo caminho antes de se tornar cão de companhia na Europa. O bonito nome do basenji vem do de uma tribo africana que habitava a região do rio Congo: os Bashingi. No entanto, este animal apareceu pela primeira vez há milhares de anos mais para o leste da África Central no coração da selva equatorial do Ituri. Os Pigmeus utilizavam-no na caça, havendo uma lenda contando que ele combatia sem esforço o leão. Na realidade, o seu modesto tamanho não lhe permite lutar com animais de grande porte, pois o que ele perseguia implacavelmente eram aves e antílopes. E também defendia a casa dos ladrões e dos maus espíritos. Os africanos atribuem-lhe poderes mágicos: protege-os do mal. Os Egípcios descobriram o basenji durante as suas visitas à África negra, tendo-o levado consigo. Adoptaram-no e adoraram-no até o converterem num cão sagrado. Acreditavam que acompanhava os mortos na sua viagem para o Além. Em 3600 a.C., os pintores e escultores egípcios representaram-no insistentemente. Quando, mil anos mais tarde, Keops, segundo faraó da IV Dinastia, mandou construir a grande pirâmide de Gizé, o basenji não tinha perdido a sua aura, muito pelo contrário. Chamavam-lhe “cão de Keops”, sem dúvida porque o ilustre faraó devia ter vários. Corria o ano de 1870. Colonos ingleses encontraram o basenji numa região que corresponde à actual República Centro-Africana, a norte do rio Congo. Encantados com a raça, levaram exemplares para Londres e apresentaram-nos aí com grande pompa. Mas a implantação deste cão na Grã-Bretanha foi impossibilitada pela doença de Carré: os cães morreram todos antes de se terem reproduzido. A esgana era desconhecida em África e os animais vindos deste continente não tinham nenhuma resistência ao vírus. Mas os ingleses empenharam-se e em 1937 conseguiram finalmente implantar o basenji na Grã-Bretanha. Pela sua autonomia, asseio, discrição e recusa à obediência, o basenji lembra o gato. No entanto, este caçador de animais menores detesta os felinos. O basenji é uma sentinela que está em alerta contínuo e é extremamente voluntarioso.Com um basenji em casa, uma pessoa sente-se segura. Ainda hoje, dificilmente o desligamos das suas origens remotas, aquela época em que protegia os Africanos das forças do mal e acompanhava os Egípcios até à casa da morte. Esta dimensão quase mágica do basenji ainda hoje se intui. Aparece sempre envolto numa aura de mistério, e o seu dono sente-se feliz por tê-lo escolhido para companheiro. Tranquiliza e traz serenidade ao lar, apesar dos seus defeitos. E não há dúvida de que os defeitos não faltam a este malandrete. Não se esqueça de que se trata de um cão-gato. Fazer com que obedeça é uma verdadeira proeza, mesmo que o dono o tente com doçura, à força ou por persuasão. Nenhum método parece resultar. Compreende as ordens, pois é muito esperto, mas não lhe apetece obedecer. É orgulhoso, independente e insubmisso. Mas muitos donos escolhem-no precisamente por esta sua personalidade. O seu comportamento livre faz parte do seu encanto. Em casa, devem reforçar-se as barreiras. Gosta da liberdade e não é uma pequena vedação que irá detê-lo se decidir escapar-se. Mas tranquilize-se, ele nunca vai para demasiado longe e regressa sempre, pois adora o dono. Só quer é tratar dos seus assuntos à vontade. O basenji nunca ladra. É mais uma originalidade deste cão único. Para lhe ligarem, tem um truque: emite uns trinados expressivos, que lembram uma gargalhada ou o canto tirolês. Eis uma vantagem importante, que pode compensar os desgostos que por vezes dá. Dado o seu tamanho, pêlo curto, discrição vocal e sua costela de felino, o basenji pode viver num apartamento. Não se pode dizer que aprecie esta situação por aí além, mas conforma-se com ela, desde que o levem a passear com frequência. a um local tranquilo, longe do trânsito, de lojas, de gente e da confusão. Uma das qualidades do basenji é a de adorar as crianças. Tem uma paciência de Job com os mais pequenos. Até parece preferir divertir-se com os miúdos do que com outros cães. Aliás, quando se cruza com outros cães, passa dignamente diante deles sem sequer os olhar. Tamanho: cerca de 42,5cm o macho; 40cm a fêmea Peso: cerca de 10,8kg o macho, um pouco menos a fêmea Fonte:Planeta de Agostini (excertos)
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Sabia que, originalmente, o pastor alemão guardava rebanhos de ovelhas nas montanhas da Baviera? Na Alemanha, a partir do século VII, chamou a atenção um cão de pastor que se parecia com o actual pastor alemão, embora a sua pelagem fosse um pouco mais clara. As suas qualidades eram as próprias de um bom cão de pastor: tranquilo, obediente, resistente, rústico. Mas estas magníficas qualidades evidenciaram-se no século XIX. Em 1871, o capitão de Cavalaria Max Emile Frédéric von Stephanitz decretou num texto: “É um pastor alemão todo o cão que vive na Alemanha e cujo corpo e psiquismo, graças a um exercício constante das suas qualidades de pastor, chegaram à perfeição, a qual é apreciada somente do ponto de vista da utilidade”. Em 1899, por ocasião de uma exposição canina, um jovem cão de pastor cinzento e amarelo chamou a atenção daquele capitão. Deu-lhe o nome de Horand von Grafath, criou a raça do pastor alemão e inscreveu-a no Livro de Origens. Na mesma época, fundou a União do Cão de Pastor Alemão e publicou o primeiro estalão da raça. Não tardou a organizar exposições anuais, nas quais fixou os critérios de classificação. Começou-se então a criar uma certa uniformidade. Depois da Primeira Guerra Mundial, o pastor alemão foi introduzido em França e no Reino Unido. Na época, julgou-se pouco conveniente o nome desse cão, pois evocava o inimigo, e então rebaptizaram-no como lobo de Alsácia. As suas muitas capacidades têm contribuído muito para a sua fama. É certo que o pastor alemão possui uma “mecânica de alta precisão” e é capaz de se adaptar a qualquer situação. Não há dúvida de que é um dos cães mais inteligentes e mais polivalentes. Dotado de uma inteligência muito viva e de um sentido inato do dever e uma valentia exemplares, o pastor alemão tornou-se o ajudante mais útil do Homem. Para além das suas qualidades de guarda, é excelente em tarefas de resgate em caso de sismos, acidentes aéreos e desmoronamentos. Não há igual para encontrar pessoas sepultadas na neve e debaixo de escombros. A sua fidelidade e disciplina fazem dele um magnífico cão guia para cegos e deficientes físicos. E também não perdeu as suas qualidades originais: continua a ser um extraordinário cão de pastor. Soberbo seguidor de pistas, é também um aliado muito apreciado nas forças de segurança, que o utilizam para busca de malfeitores em fuga e pessoas desaparecidas. Nas fronteiras, realiza muitos trabalhos, desde a vigilância até à descoberta de droga nas bagagens dos passageiros nos aeroportos. O seu infalível olfato é também aplicado na detecção de explosivos e armas. É um verdadeiro campeão na luta contra a droga e contra o terrorismo. O pastor alemão adquiriu também uma sólida reputação como cão militar: explorador, guia, descobridor de pistas, detector de minas, patrulheiro, portador de munições, agente de transmissão, socorrista... são incontáveis as missões que leva a cabo. Pelas suas capacidades, o pastor alemão pode ser ao mesmo tempo um cão de companhia, de defesa, de guarda... mas para tudo isto é necessário que receba um trino sem falhas de uma pessoa que saiba assumir-se como seu senhor absoluto e que possa controlá-lo sempre. Desta aprendizagem dependem as reacções futuras do animal. Quem quiser fazer dele um bom guarda, terá que recorrer sempre a um treinador profissional. Isso evitará acidentes. O pastor alemão tem fama de ser um cão perigoso. Mas a responsabilidade pelo comportamento do animal é sempre do dono. Se tiver sido bem educado desde o princípio, mostra-se um cão tranquilo, doce, afectuoso, em resumo: muito pacífico. Com um pastor alemão como guarda, nada ameaça as crianças da família. Está sempre disposto a defendê-las contra qualquer perigo. Sempre vigilante, está permanentemente de guarda ao mínimo gesto de um visitante que possa pôr em perigo a segurança dos seus queridos amigos. Avisa os pais se eles fazem asneira e sabe prevenir algumas imprudências. O pastor alemão pode tornar-se um exemplar nervoso e irritável se não tiver actividade física quotidiana. Não se pode deixar este atleta passar os dias deitado no tapete da sala. Por isso, se já escolheu um cão destes, pratique desporto com ele: ciclismo, corrida, natação... Altura ao garrote: 60 a 65cm o macho; 55 a 60cm a fêmea Peso: cerca de 32kg Fonte:Planeta de Agostini (excertos)
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Sabia que o terranova, antes de tornar no cão de salvamento que é hoje, era muito útil como ajudante dos pescadores? Os seus pés espalmados e a cauda, que lhe serve de leme, são o segredo das suas qualidades de nadador. O terranova tem o nome da península da Terranova, situada no leste do Canadá. Mas as suas mais remotas origens continuam a ser deveras misteriosas. Segundo uns, foi levado para a Terranova por vikings ou por pescadores nórdicos e descenderá de cães escandinavos. Segundo outros, a raça terá sido introduzida durante os séculos XVI e XVII pelos colonos europeus. Poderá descender do dogue do Tibete ou ser um parente próximo do labrador... Antigamente, no Canadá, o terranova ajudava os pescadores a arrastar as redes e os carros cheios de pescado. Uma tarefa que desempenhava maravilhosamente bem, graças a uma docilidade ilimitada e à sua resistência ao frio. De facto, a sua pelagem impermeável permite-lhe aguentar durante várias horas o frio da água. E se um marinheiro caía à água, trazia-o à tona. Em 1919, um terranova recebeu uma medalha de ouro por ter salvado vinte pessoas de morrerem afogadas. Em caso de naufrágio, nadava para a margem, trazendo na boca o cabo que lhe era entregue. Assim conseguia dar o alerta para se socorrer a tripulação. Introduzido na Grã-Bretanha por bacalhoeiros ingleses, instalou-se ali e não tardou a ser introduzido no continente europeu como cão de pastor, de caça ou de guarda, tendo até feito de carteiro em 1880, transportando o correio através da Terranova. O terranova é um amante da vida, adora o ar livre, a água e uma boa...gamela. Mas cuidado, fechado entre quatro paredes neurasteniza. Para estar sempre em forma,e conservar a sua silhueta atlética, o terranova deve fazer exercício regularmente. A sua disciplina preferida é a natação. Mas um bom passeio pelo bosque também lhe convém, especialmente se houver algum charco nas proximidades. Uma vez na praia, sulcará as ondas para ir buscar a bola que o dono lhe atirar. Mas se tomar banho com ele, não faça gestos bruscos, pois ele pode pensar que está a afogar-se e quererá arrastá-lo para terra a todo o custo. Como é evidente, o terranova precisa de um jardim, pois ter um animal como este num apartamento seria um grande erro. No entanto, o terranova não é hiperactivo; necessita menos de gastar energia do que um pastor belga, por exemplo, que, no entanto, é de um porte mais modesto. As necessidades físicas de um cão dependem menos da sua massa corporal do que da sua índole nervosa. O terranova não precisa de galopar pelo campo duas horas por dia. Para ele, o ideal é um grande espaço exterior com um lago. Forte, tranquilo, fiel, valente, generoso, meigo, sempre disposto a socorrer alguém... a sua alcunha “são-bernardo-da-água” assenta-lhe como uma luva. Altura ao garrote: 71cm no macho; 66cm na fêmea Peso: 68kg – macho; 54kg - fêmea Fonte:Planeta de Agostini (excertos)
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Sabia que o épagneul anão, nos séculos XVII e XVIII, era o hóspede favorito das cortes europeias? Todos os reis e rainhas tinham o seu. Consoante a forma das orelhas, é chamado épagneul papillon (borboleta), com as orelhas direitas ou épagneul phalene com as orelhas caídas. A falena também é uma borboleta, com asas largas, as quais realmente lembram as orelhas dos cães desta variedade. Encontramos a graciosa silhueta deste épagneul nos quadros de Gioto (1266-1337). Na época, os cães miniatura eram profusamente representados junto das grandes damas e em retratos de crianças e o épagneul anão era um dos mais habituais. Muito raro e muito apreciado, o épagneul anão era património da aristocracia. Os nobres pagavam grandes somas para terem os exemplares mais pequenos e mais delicados. Em França, o Rei-Sol possuia um, como se pode ver no famoso quadro Luis XIV em Família, de Larguilliere (1656-1746). Com o tempo, o épagneul anão tornou-se um cãozinho de regaço. Wateau incluiu-o nas suas composições galantes e Fragonard imortalizou-o em várias das suas telas. O clube do épagneul anão continental da Bélgica foi fundado em 1933 e num congresso realizado em Lille em 1934, determinou-se que o épagneul anão era de nacionalidade franco-belga. O épagneul anão adora ter público e seduzir toda a gente. Sente pelos donos uma adoração sem limites e faz seja o que for para lhes agradar. Mas... é ruidoso e ladrador... O épagneul anão parece ter nascido para ser feliz. Ao brincar com ele, os problemas e as pequenas contrariedades do quotidiano tornam-se fáceis de esquecer. O épagneul anão não é tímido. Arrasta o dono, puxando-lhe as calças com os dentes, dá piruetas, salta-lhe para cima como se tivesse molas nas patas e exige constantemente brincadeiras e festas. O que é surpreendente no épagneul anão é que não parece envelhecer. Os anos passam, os bigodes embranquecem, mas o seu carácter não muda. Age sempre como se tivesse seis meses. Incrivelmente activo, nunca está quieto. Se tocam à porta, desata a ladrar. Arrebita as orelhas ao menor ruído. Mas a verdade é que o seu latido não se destina a assustar os visitantes. Serve só de aviso para algo de imprevisto em vias de acontecer. Aliás, o nosso amiguinho o que está é contente. Gosta de ver caras novas. Muito sociável, não é nada tímido e acolhe os desconhecidos alegremente inspeccionando-os de alto a baixo dando à cauda. O épagneul anão adora refastelar-se na sua almofada e dormir como um rei.. Ou então prefere, para a sua sesta, o colo do dono ou a sua cama. A antiga mascote de marquesas e reis adora viver regaladamente. Gosta da tepidez, da comodidade e do luxo e porta-se como um peluche ou como um gato persa. Mas estes instantes de descanso nunca duram muito. Não tarda sentir a necessidade de se mexer e de se armar em palhaço. Este cão tão cheio de vitalidade é um maravilhoso companheiro de jogos. Está sempre disposto e aceita todas as brincadeiras. Se uma manina quiser vesti-lo, permite-lho amavelmente. Mas se um garoto pretender organizar um jogo de futebol com ele, ficará encantado por correr como um louco atrás da bola. Caçar ratos e ratazanas também é um excelente entretém para ele, quando o seu proprietário está ocupado. Este “gentledog”, de sumptuosa pelagem sempre impecável, transforma-se repentinamente num tornado. Atira-se para a frente, escava a terra e perde a cabeça. Só tem um objectivo: fazer em pedaços aqueles insuportáveis invasores. A chuva, a lama e a sujidade não o incomodam. Resumindo, é um verdadeiro cão que nada tem de bibelot. Altura máxima: 28cm Peso: 1,5 a 5kg Fonte:Planeta de Agostini (excertos)
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Sabia que o épagneul de pequim ( pequinês) era considerado na China como protector de Buda? No Ocidente, o épagneul de pequim seduziu os criadores pela sua delicadeza, a par de uma grande nobreza. Uma antiga lenda chinesa envolve as origens do pequinês de uma aura mágica: um belo dia, um leão magnífico enamorou-se perdidamente por uma minúscula macaca. Louco de amor, a fera suplicou ao deus Hai Ho que permitisse a sua união. O deus, depois de muita reflexão, decidiu abençoar a sua aliança, mas impôs uma condição: o leão deveria abandonar o seu tamanho e força por amor à sua macaquinha. E assim foi. Casaram-se e do seu enlace nasceu um ser tão estranho quão capacitado: valente e orgulhoso como o pai e inteligente e meigo como a mãe. Há milhares de anos que os chineses atribuem ao pequinês qualidades tão sobrenaturais como as suas origens. A sua estatuária, inscrições e pinturas tradicionais têm-no representado muitas vezes sob uma forma mitológica. As atitudes altaneiras e vivacidade levam a representá-lo como um ser poderoso e mágico, que se confunde com o símbolo do signo astrológico do Dragão. Não é de estranhar, pois, que quando o budismo chegou à China, no século III, o épagneul de pequim fosse dedicado a Buda e instituído protector dos templos. Consagrado como “Leão de Buda”, durante dezasseis séculos foi propriedade da corte imperial. Trazidos do Oriente por exploradores e oficiais da marinha, os primeiros pequinês apareceram na Europa na segunda metade do século XIX. A mentalidade racional dos criadores ocidentais apressou-se a impugnar a origem mitológica destes cães. Mas isso em nada impediu o sucesso da raça, destinada a ter nas cortes reais europeias o mesmo êxito que teve nas cortes imperiais asiáticas. Vários pequineses chegados à Grã-Bretanha em 1860 vieram directamente de Pequim. Em 1894, apareceu pela primeira vez, oficialmente, um exemplar na exposição de Chester. Em 1900, a Cruft consagrou a raça e em 1904 foi fundado o seu primeiro clube na Grã-Bretanha. “Sua alteza” o épagneul de pequim é muito mais sensível do que a sua atitude altaneira pode levar a supor, encolerizando-se com frequência. No entanto, quando ama, ama intensamente. De uma indiferença real para com os recém-chegados, o pequinês professa um amor exclusivo pelo dono. Este pequeno cão é um verdadeiro aristocrata. Parece que tem inscritos nos seus genes os séculos de carícias e respeito durante os quais o Homem o colocou num pedestal. Não se atreva a falar-lhe com brusquidão. Não se esqueça nunca que está a lidar com um senhor que tem de ser tratado com punhos de renda. Mas se conseguir ganhar o seu coração, será para sempre. O seu comportamento snobe e selectivo é também muito compensador para o dono. Dá-lhe a perceber, à sua maneira, que para ele só existe o dono, e o discreto desprezo que demonstra para com os outros, cria entre ambos um profundo elo afectivo. O pequinês é um cão muito possessivo. Assume-se como centro das atenções. Com um feitio extremamente sensível, entra em depressão ao menor sinal de afastamento ou de indiferença do dono. Precisa que se ocupem dele a todo o momento. Embora nunca se comporte como um ser pegajoso, não suporta que o ponham de lado. Teimoso que nem uma mula e muito valente, o pequinês defende o seu território com veemência. Nunca cede terreno nem os privilégios adquiridos. Não compartilha nada. Como o gato, o épagneul de pequim é independente, requintado, um bocadinho egoísta e muito orgulhoso. Não é dócil nem é fácil de lidar. É um animal de luxo, que tem de ser tratado com punhos de renda. Escolher um pequinês significa mais adquirir um cão esplêndido e delicado para prazer dos olhos e do espírito do que um companheiro funcional e afectuoso. “Inútil” por excelência, este velho símbolo do luxo exige por vezes muito mais do aquilo que está disposto a dar. Tamanho: 15 a 25 cm ao garrote. Peso: 2 a 8 kg Fonte:Planeta de Agostini (excertos)
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Sabia que antigamente, no Tibete, o pêlo do terrier tibetano servia para fabricar agasalhos? Este fiel ajudante dos monges tibetanos, habituado às neves eternas, apareceu no Ocidente apenas nos anos vinte. Este simpático e jovial cão, muito decorativo, tem um amplo passado. Tem pelo menos vinte séculos de existência e a raça permaneceu absolutamente pura, o que não é de estranhar, pois os mosteiros tibetanos situam-se a grandes altitudes, em montanhas nevadas e quase inacessíveis. No entanto, o terrier tibetano não ficou isolado nas suas montanhas. Também percorreu os áridos caminhos da Ásia Central com as caravanas dos grandes viajantes. O terrier tibetano tem muitos pontos em comum com o lhassa apso. De facto, a capital sagrada do Tibete alojava estas duas raças de alma e corpo tão semelhantes. Mas seria um erro mitificar estes cães, dado que, mesmo estando muito perto dos lamas, também exerceu com êxito as funções mais pragmáticas de cão pastor. Nos anos vinte, uma princesa tibetana ofereceu à sua médica, a inglesa doutora Agnes Greig, um terrier tibetano. A médica levou-o para a Grã-Bretanha e a raça estabeleceu-se no país. Os exemplares provenientes deste primeiro tronco tinham o pêlo comprido, desgrenhado e ondulado. Posteriormente, durante a Segunda Guerra Mundial, o terrier do tibete “emigrou” para a Alemanha. Outra linha, mais marcial, desenvolveu-se então, com um corpo maciço e potente. Depois da guerra, surgiu na Grã-Bretanha uma nova variedade mais sofisticada, que brilha pela elegância da pelagem. Em 1975 e 1979, novos cruzamentos entre vários tibetanos melhoraram ainda mais a raça. Os contributos de cães norte-americanos e dinamarqueses tornaram-se essenciais, e os criadores europeus não demoraram a tirar partido delas. Mais tarde, os terriers do tibete criaram uma grande reputação e hoje o futuro deste pequeno cão já está garantido. Até hoje não tem sido afectado pelo fenómeno da moda, quase sempre nefasto à qualidade de uma raça, mas não se pode saber o que o espera no futuro. O terrier tibetano era muito apreciado pelos tibetanos por duas razões. Em primeiro lugar, porque tinha a reputação de saber recuperar objectos perdidos como que por milagre. Em segundo lugar, porque o seu longo pêlo era misturado com o do iaque para fabricar um tecido muito quente, agradável de usar e impermeável. Apodado “pessoazinha” pelos tibetanos, este falso terrier intriga e seduz, agrada ou desagrada, mas nunca deixa ninguém indiferente e enche a casa de alegria. Ficará encantado por obedecer àquele que saiba impor-lhe uma lei firme e coerente. Possui o temperamento fogoso e brincalhão de um terrier , mas não é nervoso nem excitado ou emocionalmente frágil. O dono não tardará a aperceber-se de que o terrier tibetano permanece tranquilo, pelo menos, durante três ou quatro horas seguidas, como se estivesse mergulhado numa meditação transcendental. É um cão equilibrado, que alterna fases de descanso com fases de acção. E é um bonito cão de companhia. Altura: 35 a 40cm o macho; 30 a 40cm a fêmea Peso: 8 a 13 kg Fonte:Planeta de Agostini (excertos)
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Sabia que o buldogue inglês remonta à Antiguidade e descende em linha recta dos molossos? Há quem seja de opinião de que terão sido os Fenícios e os Romanos a introduzi-lo na Grã-Bretanha e no norte da Europa, mas parece que o próprio César contradiz esta lenda. Nos seus Comentários relata que as legiões romanas foram atacadas por molossos celtas. Assim, muito provavelmente, já existiam antes do império romano. Na Idade Média, esses cães fortes e potentes lutavam contra touros e dizia-se deles que nunca soltavam a presa. No princípio do século XIV gabavam-se os méritos do bold dog (“cão cheio de audácia”). Em 1586, um tal Willy Harrison referiu o bold dog como sendo um cão poderoso, de carácter esquisito, teimoso, e que bastavam quatro deles para liquidar um urso. Isto confirma a existência do buldogue em todas as épocas. O termo buldogue apareceu pela primeira vez em 1632. Preston Eaton, residente em Espanha,escreveu a um dos seus amigos de Londres, George Willighan, a pedir-lhe que lhe enviasse um mastim e dois buldogues grandes. Pretendia pô-los a lutar com os dogues de Burgos. Mas, em 1835, os costumes mudaram e o Parlamento proibiu os combates entre cães e animais ferozes. Assim, a criação do buldogue foi sendo progressivamente abandonada e, em meados do século XIX, este cão estava quiase em vias de extinção. No entanto, em 1860, na exposição canina de Birmingham, o seu êxito não teve precedentes. Em 1864, os entusiastas fundaram um clube da raça e estabeleceram um estalão. Na época, o buldogue inglês era bastante diferente do actual. Parecia-se com o boxer. A partir de então, a selecção orientou-se para um cão mais baixo e ainda mais compacto, com a cabeça mais maciça. Os criadores foram muito criticados, tendo sido acusados de estarem a criar um monstro, que perdia o fôlego de cada vez que fazia um esforço. Mas o monstro é hoje uma das raças mais populares na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. O buldogue inglês parece um resmungão mal-humorado, coisa que não é absolutamente nada. É pacífico, amável e afectuoso. Para opinar sobre o buldogue inglês há que conhecê-lo. “O hábito faz o monge”, é um dito que não se aplica a ele. “O que e que tem o meu aspecto?” é o que parece perguntar o buldogue quando se cruza com alguém que o olha com expressão horrorizada. Pobre buldogue, quando vai na rua ouve de tudo! Fazem pouco dele, denigrem-no, acham-no horrendo, impede-se as crianças de se aproximarem porque ele tem um ar pouco tranquilizador, etc. Mas o dono gosta dele e compreende-o. A relação que o buldogue mantém com o seu proprietário não é bem afecto. É um amor raivoso, porque reclama carinho durante todo o dia. Altura: 30 a 40 cm ao garrote Peso: cerca de 25 kg Fonte:Planeta de Agostini (excertos)
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Sabia que o english springer spaniel, “primo” do cocker, é um dos mais antigos cães de caça? Os spaniels são épagneuls revistos e corrigidos pelos ingleses. O seu antepassado comum é o springer. A raça mantém-se pura, pois este belo cão quase não tem sido modificado. Na Idade Média já havia spaniels nas Ilhas Britânicas. Os senhores da época usavam-nos para caçar aves, embora na realidade fossem perfeitamente dotados para vários tipos de caça. Os spaniels foram durante muito tempo de tamanho médio. Hoje, entre todos os géneros de spaniels existentes, o que melhor corresponde ao tipo original é o english springer spaniel. No século XIX, com o desenvolvimento da cinologia, os diferentes tipos de spaniels misturaram-se, o que suscitou uma grande controvérsia, mas tratava-se de os adaptar a objectivos específicos. Assim nasceu o cocker, excelente caçador de abetardas e de coelhos. Também se criaram spaniels pesados e muito pouco desportistas. O springer conservou as suas características e continuou a ser um cão de caça prático... antes de se tornar num cão desportista. A criação dos “fieldtrials” (concursos de cães de caça destinados a pôr em destaque a inteligência, o faro, o estilo, etc.) marcou o êxito da raça. Em 1902, o Kennel Club reconheceu oficialmente a existência do english springer spaniel. Hoje muito presente em exposições, fica imediatamente a seguir ao cocker nas estatísticas inglesas, revelando assim que é muito popular como animal de companhia. A sua introdução nos Estados Unidos data de meados do século XIX, mas a sua implantação oficial vem de 1932. O english springer spaniel é um dos cães mais dóceis e de convivência mais fácil. Viver com um english springer spaniel é uma delícia. Meigo, obediente, fiel, cooperativo, tem prazer em cumprir as tarefas que este lhe encomenda. Possui um energia vital extraordinária e, em acção, corre, voa por cima de mato e de valas, a grande velocidade. Menos teimoso e menos fiteiro que o cocker, compreende imediatamente o que se espera dele e satisfaz os desejos do seu proprietário com uma solicitude enorme. Claro está que, como todos os cães, tem de ser educado. Mas com ele não há necessidade de repetir dez, vinte vezes as mesmas coisas como acontece com outros. Obedece à primeira. O english springer spaniel pode desempenhar muito bem o papel de cão de companhia, porque traz animação a qualquer lar e porta-se às mil maravilhas com as crianças. Mas a sua vida enfiado num apartamento não é apropriada. Precisa de uma casa com jardim. Como não se cansa de correr pelo meio de matagais e sebes, e à falta disso, adora percorrer o jardim de um lado para o outro. Mas a sua verdadeira vocação é a caça... Tamanho: 51cm de altura ao garrote Peso: cerca de 23 kg Fonte:Planeta de Agostini (excertos)
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Sabia que o borzoi, no século XIX, era o cão preferido de todos os grandes e poderosos senhores deste mundo? Este aristocrata caçador de lobos ganhou notoriedade na Rússia a partir do século XVI e foi o cão favorito do czar e da sua corte. O grão-duque Nicolai Nicolaivitch tinha mais de 150 exemplares. A história do borzoi parece estar ligada à das cabeças coroadas. Estes remotos descendentes dos galgos dos faraós cruzaram-se com cães de pastor russos de pêlo comprido, tendo-se a raça estabilizado na Rússia no século XVI. A partir de então, suscitou o entusiasmo dos nobres. Todas as grandes famílias faziam ponto de honra em manter uma matilha. A rainha Victória adquiriu um e lançou a moda do borzoi na Grã-Bretanha. Por sua vez, o czar ofereceu um exemplar à duquesa de Newcastle, com o qual fundou um dos centros de criação da raça mais famosos da Europa. Membro de pleno direito da aristocracia russa, o borzoi viveu a decadência das grandes famílias, mas, no fim do século XIX, a venda das propriedades e a sublevação dos camponeses marcaram o fim das matilhas. Em 1873, para prevenir o desaparecimento da raça, foi fundada uma Sociedade Imperial que organizou uma exposição para reunir exemplares procedentes de todas as regiões do país. Elaborou-se um estalão que marcou o nascimento do borzoi moderno, sob o nome de “ galgo peludo da Rússia”. Um tanto maltratado depois da revolução de 1917, o borzoi voltou a ser o cão mais emblemático do seu país de origem. Antigamente capaz de lutar com lobos, presentemente, o borzoi soube converter-se num meigo animal de companhia. A subtil mistura de orgulho e bondade, que ditam o seu comportamento, faz dele um cúmplice maravilhoso, que ama loucamente o seu dono. Fiel ao provérbio “A casta vem do berço”, o borzoi conservou das suas origens aristocráticas uma atitude fleumática e elegante. Aprecia a comodidade de uma almofada, o calor da lareira acesa e a suavidade de um tapete, de tal modo que alguns observadores pouco sagazes poderiam confundir a sua indolência e voluptuosidade com fraqueza. É capaz de ficar horas enrolado num sofá, de olhos semi-cerrados, sem fazer nada. Calmo e silencioso, goza o seu bem-estar, mas pode reagir com aspereza se o forem incomodar. É necessário algum tempo para treinar o borzoi para a função de guarda. De natureza desconfiada para com desconhecidos, há que fazer-lhe compreender as circunstâncias em que deve actuar e a diferença entre visitantes e intrusos. O borzoi não é um cão que se deixe dominar. Defende ciosamente os seus privilégios e a sua posição. Não sendo agressivo, a relação com outros animais não é fácil. O borzoi já não é caçador mas continua a ser um galgo. Por isso, necessita de correr para libertar as energias acumuladas. Embora se sinta muito bem em casa, é necessário que faça longos passeios durante o dia. Em casa, contenta-se com um espaço limitado se tiver um canto tranquilo e confortável só para ele. Com as crianças, o borzoi comporta-se de forma suficientemente inteligente para estabelecer os seus princípios de referência e marcar distâncias. Não se enerva, mas também não suporta que alguém o maltrate. Quando isso acontece, vai-se embora ou arreganha os dentes. Altura: 70 a 82 cm o macho; 65 a 77 cm a fêmea. Peso: 35 a 45 kg Fonte:Planeta de Agostini (excertos)
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Sabia que o border collie é considerado como cão de pastor número um pelos proprietários de rebanhos na Grã-Bretanha? No século X, os seus antepassados em Inglaterra, Escócia e País de Gales já se ocupavam do cuidado dos rebanhos. Foi nessa época que o lobo começou a desaparecer a pouco e pouco, deixando de ser uma ameaça directa para os proprietários de rebanhos e, assim, o cão de pastor adquiriu grande importância. Competente, perseverante e dotado de um faro extraordinário, o futuro border collie empenhava-se a fundo na sua tarefa. De faro muito apurado, encontra as ovelhas perdidas e sabe obrigá-las a aproximarem-se “hipnotizando-as” com um olhar fixo. Quando, em 1790, a carne de carneiro foi instituída para consumo, tornando-se a carne preferida dos ingleses, o collie passou a ser indispensável na vigilância dos rebanhos. No princípio do século XIX havia vários tipos de collies. Geograficamente entalado entre a Escócia e a Inglaterra, o border (fronteira) recebeu a sua designação definitiva. Alguns criadores converteram-no em cão de companhia, mas, no fundo, continuou a ser um verdadeiro cão de quinta. Ainda conserva a sua bela silhueta rústica, fruto de múltiplos e antigos cruzamentos, que lhe conferiram as suas qualidades. O setter, que figura entre um dos contributos de que há a certeza, transmitiu ao border o seu aspecto lupino e as manchas cor de fogo da pelagem. A raça foi fixada em 1893, mas só em 1976 se estabeleceram as normas definitivas. O border collie tem uma personalidade que se impõe, tem espírito de iniciativa e sentido da responsabilidade. É muito precoce e por isso deve ser educado de maneira adequada, sob pena de o ver afirmar uma independência demasiado vincada, que se tornaria muito difícil de corrigir. Altura: 50 a 53 cm Peso: cerca de 20 kg Fonte:Planeta de Agostini (excertos)
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Sabia que o pointer é considerado o “fórmula 1” dos cães de parar e é rápido como um raio? Criado pelos ingleses, o seu antepassado terá sido um dos bracos ibéricos. A perfeição e elegância da sua silhueta e as suas extraordinárias qualidades fazem dele o número um dos cães de caça. Para o pointer, tal como para os demais bracos, tem de se recuar na História até ao século II da nossa era para se conhecer o seu passado remoto. O historiador e filósofo grego Arriano, governador da Capadócia, fala de um cão “que caça na planície longe dos homens” e cuja descrição o assemelha muito ao braco. Com o correr dos séculos, esses cães foram-se espalhando pela Europa. Nos princípios do século XVII, um deles, o braco espanhol, chegou à Grã-Bretanha. Os oficiais e soldados ingleses que tinham sido recrutados pelo conde de Peterborough para combaterem na Guerra de Sucessão espanhola, regressaram a casa com vários exemplares. O perdigueiro espanhol, ou perdigueiro de Burgos, era na época o mais pesado e o maior dos bracos continentais. Tinha o corpo e a cabeça cobertos por uma pele flácida e possuia um faro muito apurado, embora fosse lento, tranquilo e bonacheirão. Dizem que nas peritas mãos britânicas, depois de hábeis cruzamentos, esse cão tranquilo e lento se terá tornado um galopador extraordinário. Mas será que o pointer, durante muito tempo chamado old spanish pointer provém realmente do braco espanhol? Há uma maior certeza quanto ao perdigueiro português, que também participou nesses cruzamentos. De uma coisa podemos estar plenamente certos: o pointer é originário da Península Ibérica. De origem espanhola ou portuguesa, a partir de meados do século XIX verificou-se uma nítida superioridade do cão inglês sobre os bracos continentais, fruto dos cruzamentos realizados e de uma consanguinidade equilibrada. Os caçadores ingleses possuiam diversas raças e tiveram a possibilidade de especializar o pointer na parada. A primeira exposição canina realizou-se em Newcastle em 1859. Os sessenta cães que nela participaram pertenciam exclusivamente a duas raças: pointer e setter, os quais marcaram o princípio da cinofilia. Fechado num apartamento, por muito grande que este seja, o pointer sente-se infeliz. Por isso, um jardim é indispensável para este sensitivo cão de exterior. Aceita viver num canil, mas é absolutamente necessário que gaste energias com regularidade. Quando termina a temporada de caça, torna-se um companheiro afectuoso, asseado e bem educado. Altura: 63 a 69 cm o macho; 61 a 66 cm a fêmea. Peso: cerca de 25 kg. Fonte:Planeta de Agostini (excertos)
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