Prolemi
    
Mega-Curioso
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Texto original: http://hbdia.com/wordpress/2008/10/03/top-5-misterios-inexplicados/ Por Charles Berlitz ou algo assim. É grande, mas vale muito a pena. 5 Mistérios Inexplicados
5) O Caso Das Máscaras de Chumbo
 Nada melhor pra começar essa listinha do que um mistério tupiniquim. A turminha fluminense que lê o HBD deve conhecer este causo made in Brasil, que é um dos mais escabrosos e intrigantes que eu já vi narrado numa página HTML.
Em 1966 um rapazote chamado Jorge da Costa estava empinando pipa no Morro do Vintém, em Niterói, quando fez uma descoberta que provavelmente traumatizou-o pro resto da vida: o moleque esbarrou com dois defuntos.
Os presuntos, mortinhos da silva, estavam caídos lado a lado, levemente cobertos pela grama. Não havia sangue ou outros sinais de luta no lugar. Os caras não mostravam nenhum ferimento, suas roupas não estavam rasgadas nem nada. Correndo o mais rápido que suas perninhas franzinas permitiam sem que se partissem em dois pedaços, o moleque voltou pra casa e entrou em contato com a polícia local. Os meganhas chegaram ao lugar e encontraram uma cena que até hoje desafia explicação racional. Os dois corpos trajavam ternos e capas de chuva. Perto do corpo a polícia encontrou uma garrafa de água (que estava vazia), e um pacote com duas toalhas.
Até aqui a história já parece bizarra o bastante (como qualquer morte múltipla sem causa aparente é), mas tem mais. Sabe porque a história ficou conhecida como o Caso das Máscaras de Chumbo? Porque os defuntos estavam usando justamente isso no meio da cara - estranhas máscaras de chumbo comumente usadas pra proteger o rosto de calor ou radiação.
Ok, então dois malucos subiram no morro com água, toalhas, ternos, capas de chuva e umas máscaras metálicas que devem ter atormentado os pesadelos do pobre Jorge pro resto da vida. Até aqui o negócio é de fato bizarro, mas não TÃO bizarro assim, poderia ser apenas um casal de gays com fetiches incomuns procurando um pouco de privacidade pra violar analmente um ao outro com paixão, intimidade e ternura. Mas o caderno que os policiais encontraram com um dos corpos deixou claro que o caso nas mãos deles era mais misterioso e sinistro do que um encontro carnal de homossexuais apaixonados.
Além de mensagens crípticas envolvendo códigos, símbolos estranhos e números que pareciam ser frequências de rádio, o caderno trazia uma folha avulsa com seguinte mensagem, copiada aqui na íntegra:
16:00 está no local determinado. 18:30 ingerir cápsulas, após efeito proteger metais aguardar sinal máscara
Ou seja - o que a primeira vista parecia ser uma pista no caso acabou trazendo mais dúvidas ainda. Assim como o resto das anotações no caderninho, a mensagem jamais foi decifrada.
A polícia continuou investigando, mas nunca descobriu muita coisa além da identidade dos dois homens, que eram técnicos em eletrônica. Como você deve ter imaginado, autópsias dos dois cadáveres não revelou nenhum tipo de toxina. A causa da morte é um mistério até hoje. ----------------------------------------------------------------------------------------- 4) A Batalha de Los Angeles
A mídia impressa costuma empregar nomes sensacionalistas pra se referir a certas pessoas ou eventos, numa tentativa de atrair o imaginário popular e garantir a circulação máxima da publicação. Foi assim que Francisco de Assis Pereira se tornou o “Maníaco do Parque”, por exemplo. Mais da metade dos inimigos do Homem-Aranha devem seus nomes à mesma prática.
No caso da “Batalha de Los Angeles”, o evento foi tão espetacular que o nome era o detalhe menos importante.
Na noite de 24 de fevereiro de 1942, vários moradores de Los Angeles viram objetos luminosos pairando sobre suas cabeças. A histeria foi geral, e muitas ligações pros serviços de emergência depois, a cidade de Los Angeles estava sob comando dos militares. Os milicos ordenaram um apagão geral na cidade, numa tentativa de identificar melhor a luz vinda dos objetos voadores.
A foto acima, que foi capa de todos os jornais nacionais na época, mostra os holofotes dos militares apontados pros UFOs. Segundo a Aeronáutica, os objetos se locomoviam a pouco mais de 300 km/h. Em seguida, a Brigada de Artilharia da Marinha posicionou suas armas (canhões anti-aéreos cuja munição são cargas explosivas de 6kg) e começaram a meter chumbo grosso nos objetos. Mais de 1400 tiros foram disparados, e apesar disso os objetos voadores não se transformaram em objetos cadentes.
Cinco pessoas morreram de ataques cardíacos durante o drama, e vários carros e prédios foram danificados pela munição anti-aérea que eventualmente caiu na cidade abaixo.
No dia seguinte as afirmações das autoridades foram conflitantes. Alguns alegaram ser nada além de um “alarme falso provocado pelo nervosismo da guerra”, sem elaborar sobre a identidade dos objetos. Outros falaram que eram balões japoneses, sem explicar como é que balões se movimentariam a 300 km por hora.
Após mais alguns comentários incongruentes, os militares decidiram que a desculpa oficial seria que os objetos eram aeronaves japonesas designadas pra sobrevoar o céu de Los Angeles, com o objetivo de causar medo em solo americano e abaixar a moral do país.
Bom, sobre a parte de causar medo, eles acertaram. O que continuou não fazendo sentido é como é que os tais aviões sobreviveriam várias horas de bombardeamento pesado sem fazer manobras evasivas de qualquer tipo.
Mencionei que o governo japonês negou envolvimento com o mistério na época, e continua fazendo isso até hoje? ----------------------------------------------------------------------------------------- 3) O mapa de Piri Reis

A imagem que tu vê aí ao lado é um artefato que tem deixado historiadores sem explicações desde 1929, quando foi descoberto.
O mapa - que todos os testes provavam ser autêntico, antes que você me pergunte - foi produzido no século XVI (1513, pra ser mais exato) pelo famoso almirante Piri Reis, da corte turca. O cara, que aparentemente era também cartógrafos nas horas vagas, traçou o mapa baseado em diversas coletâneas geográficas que, supõem os historiadores, ele teria achado na lendária Biblioteca de Alexandria.
A admissão de que o mapa se trata de um apanhado de outros planilhas cartográficas foi feita pelo próprio Piri Reis, em anotações encontradas com o mapa. O problema é, que outras “coletâneas” seriam essas, que aparentemente ninguém mais na época chegou a ver…? Por que elas não eram usadas como a cartografia oficial do mundo da época?
O mapa mostra com clareza e precisão o litoral oeste da África, o norte europeu, a costa Leste (e o interior) do Brasil - algo que nem os portugueses conheciam em 1513 -, e até mesmo algo que não existia pra humanidade naquela época - a Antártica. Aliás, opto pela grafia de “Antártica” ao invés do comumente ouvido “Antártida” porque este último não faz sentido. Antártica significa “Anti-Ártico”, ou seja, “oposto ao norte”. Não sei porque em português inventaram de substituir o C por um D na palavra. “Ártida” não existe, logo “Antártida” também não.
Mais impressionante do que a cartografia apurada do mapa, é o fato de que ele mostra a costa antártica SEM a camada de 1km de gelo que a cobre. A última vez que o pólo sul não esteve coberto de gelo foi há 6 mil anos, na última precessão axial do nosso planeta. Só após a expedição britânica-suíça de 1949 foi possível descobrir os contornos exatos da Antártica.
Como diabos Piri Reis (ou o criador do mapa que ele copiou) sabia disso?
Em 1953 a marinha turca enviou o mapa pro Departamento Naval Americano de Hidrografia. O diretor do departamento requisitou o auxílio de Arlington Mallery, um especialista em cartografia antiga.
Pra avaliar a precisão do mapa, Mallery transferiu a geometria do mapa pra um globo, usando o método de projeção que ele concluiu ter sido usado por Piri Reis. Com muita surpresa, Mallery descobriu que o mapa era PERFEITAMENTE preciso. Ele declarou que a única maneira de obter esse tipo de precisão é através de aerial surveying.
Em 1960 o professor Charles Hapgood, da Keene College, escreveu à United States Air Force pedindo uma avaliação do mapa de Piri Reis - em especial, ele queria saber o que a USAF achava da cartografia antártica ilustrada no mapa. A resposta do coronel Harold Ohmeyer foi que o mapa é realmente bastante apurado, e que não há como compreender onde esse mapa se encaixa no suposto conhecimento geográfico do século XVI. De maneira simples, o mapa simplesmente não poderia ter sido feito em 1513. O mundo conforme ilustrado pelo mapa de Piri Reis ainda não existia.
Piri Reis não era o único turco com fontes secretas, aparentemente. Em 1559, um sujeito chamado Hadji Ahmed fez um mapa que mostra o estreito de Bering, a faixa de terra que liga o Alasca à Sibéria.
Problem is, essa faixa está submersa há milhões de anos.
Quem estava fornecendo esses dados?
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